06.20.09

Sobre infidelidade – risos

Enviado em Hanna-Barbera às 14:45 por cntrld

Desde que o mundo é mundo, só existe dois tipos de homens. Os agricultores e os caçadores. Os agricultores são seres pacíficos e comem todo dia a mesma coisa. Um caçador, a coisa é diferente. Ele escolhe o que vai comer, está sempre alerta pra comer algo melhor. A natureza não fez o homem infiel à toa, é genético. Li isso numa revista no dentista. A mulher mais linda do mundo ta esperando você em casa? O problema é que ela está em casa, mas não está te esperando, porque ela sabe que você está indo pra lá. Um vez na vida, Pedro. Faz uma merda. Deixa a sua mulher preocupada. Todo mundo sabe: as mulheres que confiam nos maridos ficam entediadas. Elas precisam ser mantidas em constante tensão, em concorrência. Senão, têm um defeito.

O comentário não é meu, aliás, é um discurso do Vladmir Britcha em ‘A Mulher Invisível’. É que eu adorei o discurso da personagem, não poderia deixar de postar.

06.17.09

Folião familiar

Enviado em Hanna-Barbera tagged às 23:48 por cntrld

- Eu sou um pavão! Eu sou um pavão! – ele bradava em cima do carro alegórico que homenageava o presidente da escola de samba. – Não, eu sou um colibri… Ou será que não sou ave? – refletindo, cessou suas palavras até ver um vulto. – E aí? Não via começar a festa, não? Tô esperando há anos e até agora a escola desfilou. Vou esperar até quando? – após receber um insulto do suposto rapaz, voltou a berrar, ainda mais agressivamente. – Cala a boca, tu, seu filho-da-… (engasgou) Vem me encarar então! Vai dizer isso mesmo? Repete se você é homem! Vem até aqui, e me enfrenta, e repete se você é homem! Tem medo de enfrentar o pavão aqui, é? – ele novamente ficou sozinho e cantarolou antigas marchinhas de carnaval.

O porteiro já não aguentava mais a embriaguez do folião seminu, vestido com míseras penas de pavão. Aquele homem dançante e enlouquecido não descia daquele carro alegórico desde que o carnaval e toda sua festa acabou. Nitidamente podia se ver as garrafas meio vazias de bebidas, nas duas mãos do homem que rebolava em cima do veículo. A imaginação e hostilidade do bêbado espantava todos de lá.

Todos, exceto o porteiro. Que, como cidadão – além do cansativo trabalho e de cuidar financeiramente dos filhos -, ainda tentava fazer com que seu pai abandonasse o vexame, o vício e o carro alegórico, para poder voltar à casa. Perseverante ao extremo, chegou a desistir dessa tarefa árdua. Entretanto, esperou (por mais de duas horas) que o ríspido folião – também seu genitor – dormisse em mais uma de suas ressacas.

Enquanto isso, fadiga

Enviado em Hanna-Barbera tagged às 23:39 por cntrld

To cansado, fatigado. Nem me espere pra jantar. Primeiro, porque você sabe que eu não janto. Segundo, minha cabeça lateja muito agora. Sabe aquela dor que lhe faz inclinar o pescoço & deixar os olhos semicerrados? É algo assim comigo. Porém, em dobro. As mãos tão meio rêmulas, os ouvidos enrubrecidos de tanto doer minha cabeça. E a fadiga. A fadiga, essa, meu caro, é o que me mata.

Fadiga de rotina, tudo igual e nada como dizia Gilberto em seus versos. O mesmo horário de acordar, a proximidade no horário de dormir e até o reloginho biológico na hora de cumprir com minhas necessidades no sanitário. Não aguento encarar as mesmas pessoas, a mesma ânsia de enjôo ao ver a Nathalie tomando suco de caixinha, os mesmos passos largos pra alcançar a aula de Introdução a Economia em tempo. Mas sabe o que é a pior das notícias?

Saber que, no fim das contas, descobrir que ao entardecer do Sol, eu já não gosto mais de você. Seus defeitos, sua imunidade a meu afeto e a falta de respaldo com minha atenção. Na real, pensara que te dava segurança até que demais, mas muito pelo contrário, é como murro em ponta de faca gostar de alguém que jamais será capaz de querer despertar reciprocidade. Pensara que o que me fazia forte e belo ainda era o sentimento sincero que eu tinha por você.

Ledo engano. Mero engano. Gana. A verdade é que o que me fazia ser assim, tão na linha tênue do ágape e da perfeição sacrossanta, era sim o próprio sentimento que me escapava diariamente dos lábios. E a plenitude das promessas mais lindas que um dia pude fazer em sonetos ou versos-ora-adversos já não se passam mais do que lembranças que consomem minh’alma. Me expresso, pra poder um dia com outro ‘quem’ sorrir. Adeus, Rê.

06.11.09

Comentários

Enviado em Walt Disney tagged , às 2:05 por cntrld

Me perdoe, Pai, mas eu comentei.

Pecado leve.

Comentei e duvidei de Tua criação.

Duvidei de mim.

Confessei que só conseguia traduzir devaneios em palavras quando os ventos da mente, que tanto inspiram a maioria, não existiam.

Não tiro água de pedra, óbvio, mas quando a tormenta aparece, não vejo nada. Não ouço, não sinto, não falo…

A tormenta me consome.

Pecado médio.

O assobio agudo do frio cortante que faz meus póros fecharem domina meu vazio e me impede, me sufoca.

Seja vindo dela, de Ti, de mim ou de onde for.

Vejo as núvens e me jogo na correnteza, nem tento lutar…

Pecado grave.

Comentei, não com todos estes detalhes, Pai, mas falei.

Contei, subliminarmente, meu segredo mais precioso.

Não sei quem sou.

Hora sou eu, hora não sou. Esquizofrenia é coceira.

Comento de novo, Senhor e percebo…

Pequei novamente.

Eis a questão

Enviado em Walt Disney tagged , às 1:55 por cntrld

Contar histórias é tarefa fácil, certo?

Um bom conto tem moral, questões, vivência e respostas. Algo com que o ouvinte se identifique, para que lembre-se da crônica como algo que lhe mostrou e lhe, de uma forma ou de outra, aconselhou.

Ouvir histórias é uma ótima maneira de reconhecer-se. Descobrir com qual personagem e quais situações cada um se traduz, se vê.

Não que precisemos de alguém, ou ainda mais de uma história inteira, para nos caracterizarmos… Fazemos isso sem pensar, desde sempre.

Criar, modificar, consolidar e reconhecer seu próprio perfil, sua própria personalidade. Sonho de consumo de vários.

Para esses que não sabem quem são, as histórias são boas. Auto-ajuda gratúita.

E para quem se conhece? Para quem sabe quem é, o que quer, quando quer…

Como fica o sujeito que lembra de cor e salteado suas características, suas qualidade e defeitos, sabe quando usa máscaras e quando as tira, se encontra facilmente no reflexo do espelho… Com qual conto essa pessoa se identifica?

Conhecer-se pode ser o verdadeiro sentido da vida. Quem já sabe tudo sobre si mesmo não tem mais o que viver, então?

O que fazer quando você descobre que não há nada dentro de si que pode lhe surpreender?

Nessa hora, contar histórias pode ser uma boa saída.

06.07.09

Dicas de Serviço Público

Enviado em Hanna-Barbera às 8:46 por cntrld

1) Fale rebuscado, demagogias sempre são argumentos inúteis e falíveis que servem de convencimento na arte da conquista. | 2) Sonhe, sonhe muito, porque quando acordar, a realidade tá logo aí. | 3) Não revele suas qualidades, pois além do ar misterioso, você não será cobrado quando não tiver a fim de usá-las. | 4) Faça tudo que um dia você desprezou, assim noutro dia poderá desprezá-lo ainda mais. | 5) O mundo é uma esfiha de carne, portanto, desconsidere vãs filosofias, viva.

6) Querer é poder, desde que todos queiram. | 7) Calças justas são mais sexys, mas se tiver pernas torneadas, mostre-as. E passe seu telefone pra mim. | 8) Seja detalhista, isso prolonga mais o tempo de convívio. | 9) À medida do possível, conte histórias ou marque frases durante a conversa, é como um código bem elaborado entre as duas pessoas. | 10) Leia quando puder sobre a África e, quiçá, a Ásia, porque nunca se sabe quando sairá uma nova notícia sobre eles.

11) Chore adoidado e gargalhe o máximo que conseguir, pelo menos a intenção será intensa. | 12) O Sol não tem raios, então não os desenhe da próxima vez. | 13) Faça tudo ao mesmmo tempo, pois assim poderá pensar que no fim do dia você não fez nada. De útil. | 14) Decepções existem. Vede o segundo item. | 15) Encare as pessoas nos olhos, elas dizem que isso as cativa. Balelas.